7 de ago. de 2010

PLANETA SUSTENTÁVEL

http://planetasustentavel.abril.com.br/divulgue/
http://super.abril.com.br/blogs/planeta/

23 de jul. de 2010

Ecologia do Lageado

A idéia é a de um empreendimento basicamente ecológico, onde o enlace homem, tecnologia e natureza, na sua interatividade, circunscreva de fato a qualidade de vida como uma constante. Em termos práticos, temos uma área de 4 ha, totalmente inserida na malha urbana, que em função da estrutura remanescente de um pesqueiro, apresenta fartura de água tanto em minas naturais, como nos lagos artificiais, mantidos por rego d’água, e também um notável conjunto de córrego com cachoeira, o que garante uma umidade permanente de quase 80%, além de uma flora com exuberante biodiversidade.

Entendemos que hoje um dos nossos grandes desafios, diante do cenário de extremo caos urbano e da capitulação progressiva no entendimento da dinâmica da ocupação espacial, seria, pra começo de trabalho, criar mecanismos para entender, organizar e vivenciar esse meio híbrido, a complexa fusão do rural com o urbano, de tal forma que o senso comum passe a não mais considerar os elementos específicos de um como signos meramente utilitários do outro.

O objetivo então é justamente introduzir moradias nesse local, na forma de condomínio, buscando harmonizar o que há de mais atualizado em técnicas alternativas de construção (solo-cimento com tijolos do próprio terreno, energia solar, permacultura etc.), ou seja, a versatilidade da arquitetura orgânica na sua essência, com as diretrizes vocacionais e endêmicas do lugar onde ela acontece, uma espécie de customização ambiental.





A água que abastece os tanques de peixe sai por gravidade natural do córrego Lageado e percorre 2 km seguindo por uma vala aberta (rego d'àgua) cuja vegetação rasteira funciona como filtro, ajudando na oxigenação. E por fim retorna ao córrego.


                                   O fenômeno da Piracema é atração à parte na cachoeira.



     Biodiversidade, umidade relativa constante em 80% e relevo propícios para terapia e lazer.


A composição propriamente dita do condomínio seguirá a seguinte estrutura: mais ou menos 14 residências de 130m² (ver desenho), construídas em solo-cimento, em terrenos de 12x30m, dispostas na forma de semi-círculo, abrangendo uma área específica de 2ha; esgoto de sanitários e lavanderia resolvidos através da Permacultura e não haverá muros separando as casas. Na parte do centro será feito o paisagismo e área de lazer para crianças, mantendo um dos lagos já existente. No restante da área ( 2ha que corresponderiam a um dos terrenos do condomínio), funcionará um pesqueiro em regime comercial, dirigido a eventos previamente marcados que não comprometam o bem-estar dos moradores. Esses, inclusive, farão uso e consumo dessa mesma área, assim como da área coletiva, seguindo horários pré-fixados. Nesse sentido, e já aproveitando a marcação do relevo, está prevista a construção de vários atrativos para a prática do esporte mais radical, tais como pista de Skate, cabo para Tirolesa, Arborismo e raias para Caiaque.

PARCERIA EM GRUPO


Para se montar um condomínio via financiamento ou por recursos próprios, é preciso que se reúna, nesse caso, um grupo inicial de 5 pessoas (o correspondente a pelo menos 30% do total de residências), que na primeira etapa faz a incorporação e na sequência define a formação de fato do empreendimento. É bom lembrar que, se por ventura houver prévio interesse, essa forma de investimento garante também um posterior retorno financeiro. Basta que o restante das casas sejam também construídas por esse grupo, que assumiria o rateio tanto dos custos como do lucro da venda.



                                                     PARCERIA CUSTO-ZERO

Um outro tipo de empreendimento específico para a consolidação do condomínio, dentro dos seus moldes ecológicos, onde o investidor, ao receber a liberação do terreno, bancaria a construção de uma ou mais casas, de tal maneira que o retorno líquido da primeira venda seria usado na construção da segunda casa e assim sucessivamente. E pelo levantamento dos custos nessa produção, a terceira casa já seria 100% paga pelo lucro das vendas anteriores. Nesse caso, a formação do condomínio é um pouco mais lenta.